Não adiantou muito as milhares de assinaturas que foram recolhidas para a validação da Lei Ficha limpa para as eleições do ultimo ano. A assinatura dos senhores do STF parece ter mais peso do que as da população. Obviamente, a lei deveria ter sido exaustivamente revisada antes de entrar em vigor com tantas brechas. Brechas essas, que permitiram que muitos candidatos fichas-sujas, pudessem não só, concorrer aos cargos públicos, mas também assumir esses mandatos que lhe foram conferidos pelos votos de pessoas muitas vezes desinformadas quanto a situação real de tais candidatos, desperdiçando votos que poderiam ser destinados a pessoas realmente capacitadas para assumir tais cargos. Sempre acreditei que para se trabalhar com leis e emendas, as pessoas mais indicadas seriam aquelas que se capacitaram com isso como juízes e advogados; e pra trabalhar com economia, economistas de verdade. Ao contrario do que se vê, até pessoas que conseguem apenas escrever o próprio nome, são diplomados lá nas casas federais. Enfim, muitos desses senhores do legislativo, estão lá só pelo dinheiro. Não fazem nenhum tipo de projeto, não tem opinião própria a ser levantada nos assuntos lançados, enfim, são um peso para o estado, um peso para o nosso bolso, definitivamente um deficit na economia do país.
Esse tipo de gente, vive a sombra de dois ou três deputados ou senadores atuantes de seu partido, e apenas fazem volume nas votações. Um dos problemas da ficha limpa, é exatamente a posse de alguns parlamentares que não tem expectativa de continuidade do seu trabalho; o que traz menos motivação para executar algum tipo de trabalho em Brasília. Um exemplo disso, é o senador Wilson Santiago. Desde que assumiu, foi um dos senadores que menos se ouviu falar. Ao contrário do seu companheiro do PMDB também eleito, Vital do Rêgo Filho, que é considerado um dos mais atuantes dessa ultima temporada.
Santiago, pode ser substituído pelo tucano Cássio Cunha Lima que teve sua candidatura interferida pela pela lei já citada. Cássio corre de um lado para o outro para garantir seu lugar no senado; mesmo assim, o seu processo caminha a passos de tartaruga. O ministro Ricardo Lewandowski despachou de volta para o gabinete do ministro Joaquim Barbosa o processo do ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima que tramita no Supremo Tribunal Federal. Ou seja; quase dez meses depois da eleição, Cássio vai ter que esperar o exelenticimo ministro voltar de suas férias!
Uma outra coisa que deveria ter sido analisada, é que se fosse para invalidar ou caçar a sua candidatura, deveria ter sido barrada antes mesmo das eleições; coisa que não aconteceu em nenhum lugar do Brasil; e não esperar o cidadão receber 1.004.183 votos. O mesmo povo que assinou a ficha limpa, foi o mesmo povo que votou em Cássio ou em qualquer outro que teve sua candidatura comprometida com a lei. Se o povo, mesmo sabendo que ele ainda estava sob processo, ainda sim deu seu voto de confiança a ele, por que não acatar a vontade do povo? Se fosse pra realmente interferir em alguma coisa, que interferisse antes da eleição. e não agora!